A "Umbanda Bantu" é um ideal religioso que surge sustentada em três pilares:
- CARIDADE
- HUMILDADE
- FRATERNIDADE
É sabido que o culto sincretista aos ancestrais aqui no Brasil, assim como é a Umbanda, é praticado no Brasil desde a chegada dos negros africanos para o trabalho escravo nos engenhos. Os primeiros negros a chegar foram os de origem Bantu (Angola, Congo e Moçambique principalmente). Estes eram monoteístas: cultuavam NZAMBI APONGO como único Deus, senhor e criador de todo Universo e seus componentes. nZambi Apongo é um Deus que se manifesta em sua criação, na natureza, fazendo com que a fé Bantu seja também ANIMISTA, onde a natureza é cultuada e louvada como sendo Deus, pois nela Ele se manifesta, emana sua energia. A fé Bantu tem por base o culto aos ancestrais, ancestrais estes donos de seu pedaço de chão, aprisionados geograficamente, giram em torno de fatores locacionais (onde nascem, onde crescem, onde morrem e onde são ancestralizados/divinizados), e ali ficam: à beira de um rio, em uma floresta ou mesmo em uma praia. Deste modo, cremos que os ancestrais afro-Bantu ficaram na África, não acompanharam seu povo por esses fatores determinantes. Mas estavam vivos na memória, nas lembranças e no cotidiano dos negros aqui no Brasil.
Os negros contaram com a ajuda indígena, nativa, os verdadeiros donos do solo brasileiro, da ancestralidade tupiniquim. Os índios ensinaram aos negros os segredos das matas e florestas com seus tipos de solo, animais terrestres, pássaros, rios, cachoeiras e prais (mar). Os negros então adaptaram seus costumes e crenças religiosas ao novo tempo que lhes chegara forçosamente. Readequaram sua fé aos ancestrais deste chão, dando os nomes dos ancestrais de "lá" aos ancestrais "daqui".
Em seguida chegaram negros do Dahomey (Jejes, Ewe-Fons, Minas) e por fim os Yorubás (Ketu, Alaketu, Ijexá, Oyó. Tanto negros Bantu como negros do antigo reino do Dahomey, já eram escravos na África, tribos vencidas se tornavam escravos das tribos vencedoras, e eram estes os negros negociados com os europeus (portugueses).
Contudo, os Yorubás preferiram mandar suas sacerdotisas, rainhas, princesas, na intenção de manter suas tradições e crença mais próxima da original possível. Assim se impôs a cultura do "orixaísmo", e o sincretismo foi inevitável. A crença já estabelecida por negros Bantu passa a cultuar "orixás", e os nomes dos ancestrais são aos poucos trocados por nomes de divindades do panteão Yorubá que mais se assemelhavam a estes, por exemplo: Exu dos povos Yorubás (divindade das encruzilhadas que faz a ligação entre o mundo espiritual e material, a sensualidade, a sexualidade, a fertilidade) e Pambu nJila dos povos Bantu (ancestral que cuida dos caminhos, das estradas que se cruzam, o pênis da fertilidade).
Aos poucos a fé Bantu foi cedendo espaço para a fé Yorubá e muitas tradições, práticas e mitos foram se perdendo com o passar do tempo. Uma primeira reação para manter a tradição foi com a fundação do terreiro Tumbansi por Tuenda nZambi (Maria Neném), em seguida dois membros de seu terreiro fundaram outras duas casas de matriz Congo-Angola (Bantu): Tumba Junçara e Bate Folha. Ao mesmo tempo se formavam casas de grande força no culto ao Orixá, um exemplo é a Casa Branca (Engenho Velho), o Gantois (que ficou conhecido após o sacerdócio de Mãe Menininha).
As antigas "macumbas" ou "calundus" foram sendo esquecidas, dando lugar ao "Candomblé" quem ritos iniciáticos e sabedoria transmitida de geração para geração através das obrigações anuais. Os rituais ganham complexidade e segredo e os adeptos passam então por uma série de aprendizados mitológicos, botânicos e passam a "incorporar" e "desenvolver" apenas ao Orixá e o encantado que por ele fala, o "Erê" (Ibeji).
A Umbanda, que já tinha suas premissas rascunhadas nas "macumbas" e "calundus", volta ao cenário nacional apenas no começo do século XX na pessoa de Zélio F. de Moraes e da espiritualidade do Caboclo das 7 Encruzilhadas, que acabaram por institucionalizar o culto umbandista. Se formam as "sete linhas", e a ancestralidade nacional volta a ser cultuada, de maneira menos complexa e mais acessível. NAs "Sete Linhas" encontramos ancestrais de energia negativa: Exus, Pomba Giras e Exus-Mirins; ancestrais de energia mista: Cangaceiros, Baianos, Baianas; ancestrais de energia positiva: Crianças, Marinheiros, Caboclos, Boiadeiros (mais recentemente a linha do Oriente com ciganos e ciganas - diferentes em tudo dos Exus e Pomba Giras, muitos costumam confundir estar linhas).
Estas "Sete Linhas" foram associadas à santos mártires do catolicismo e orixás do panteão Yorubá. Muito da doutrina espírita de Allan Kardec também se encontra na Umbanda. Os Bantu contribuíram dando o modelo de culto, à reverência à Natureza e a abertura a este sincretismo que para a Umbanda foi positivo em todos os aspectos.
A Umbanda Bantu, não intenta quebrar padrões, apenas reaproximar a ancestralidade Bantu à Umbanda e que os ancestrais nativos, brasileiros tem seu valor, não são menores nem menos que um nKisi/Hamba ou Vodun ou Orixá.
Assim posso dizer à você que lê estas palavras: Bem Vindo à Umbanda Bantu!
Muito bem explicado .... prático o Culto Bantu Amerindium. Onde engloba tudo isso.
ResponderExcluirBoa noite onde encontro um centro que pratique a umbanda banthu ameridium...no rio de janeiro
ResponderExcluirCeuim.
ExcluirCentro espírita umbanda Iansa do mar.
No Iraja.
Entre na pagipá no Facebook.
Aí eu não sei tem o dentro da minha mãe jurema fica em barra do Piraí
ExcluirSim. CEUXC RUA DA INSPIRAÇÃO 980 VILA DA PENHA RIO DE JANEIRO
ExcluirBoa noite...e em São Paulo...onde encontro essa pratica...obrigada
ResponderExcluirEm São Paulo...? onde encontro ? obrigada!
ResponderExcluirExiste algum em Juiz de Fora MG? Sinto muita falta de frequentar...
ResponderExcluirExiste um em Antônio Carlos, MG.
ExcluirBoa tarde poderiam me informar qual a origem da umbanda bantu no zeijo?
ResponderExcluirTenho um centro bantu no zejo.entendo q seja uma vertente do banto ameríndios com ênfase na magia.
ExcluirBoa noite,e onde tem bantu amerindiu em Vitória es?
ResponderExcluirAonde tem aqui em Vitória ES?
ResponderExcluirFiz parte do Ritual Bantu Amerindio por muitoa anos e posso dizer com segurança que o ritual tem de tudo. Tem ezoterismo, tem o sincretismo e a adoração ao santo catolico e a imagem sincretizada é muito latente, conceitos kardecistas sobre espiritismo e doutrinação tambem sao bastante presentes...porem, nada de Bantu e nada de Africa. Nao vejo problema agregar conceitos diferentes, mas se denominar bantu e nao ter nada de bantu, nao faz sentido nenhum.
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